Coleções Botânicas

Coleções

Os jardins botânicos se enquadram também na categoria de museu por ter como função  principal  trabalhar e manter coleções vivas de plantas.

O Jardim Botânico de Brasília (JBB), além de ter as coleções exóticas denominadas coleções ex situ, aquelas espécies que são conservadas fora do lugar de origem, também possui uma grande coleção de Cerrado nativo, que chamamos de coleção in situ.

Coleções “EX SITU”

” significa conservação de espécies fora do lugar de origem”.

TEMÁTICAS

Jardim Evolutivo

O Jardim Evolutivo do JBB baseou-se no modelo proposto pelo botânico G. L. STEBBINS , que em 1974 organizou grupos de plantas em um modelo circular, em que eram distribuídas a partir de um complexo ancestral central, evoluindo em direção à periferia. Seguindo este padrão, no Jardim Evolutivo do JBB, as plantas mais primitivas estão localizadas no centro e as mais evoluídas na periferia do círculo.

Jardins Arquitetônicos 

Consiste nos jardins do Centro de Visitantes, portaria, entrada principal, Anfiteatro, Alameda das Nações e Alameda dos Estados. Estes espaços têm como objetivo a criação de coleções didáticas com fins paisagísticos de forma complementar à arquitetura do local. São formados basicamente por plantas ornamentais, agrupadas e catalogadas.

Jardim de Cheiros

Esta coleção compõe-se de ervas aromáticas e medicinais, de forma a disseminar o conhecimento, o uso e o manejo destas plantas. É considerada como uma coleção temática ou jardim de exibição, com fins educacionais. Sua implantação ocorreu entre 1987 e 1989.

COLEÇÕES “IN SITU”

” refere-se ao estudo de um determinado fenômeno no exato lugar em que acontece”.

Trilha Labiata

Esta coleção é experimental; em uma trilha de Mata Seca e Cerrado, foram plantadas nos troncos das árvores 200 espécies de Cattleya labiata Lindley, oriundas da reprodução in vitro do Laboratório Multidisciplinar do JBB. Possui como principal objetivo a educação e a experimentação. Pelo seu caráter inovador, esta coleção não se enquadra na classificação do Manual Darwin (1999).

Trilha Ecológica:

Esta trilha é utilizada nas atividades de Educação Ambiental do JBB para exemplificar as várias fitofisionomias do Cerrado e suas plantas. Sua função principal é disponibilizar ao visitante o conhecimento in loco sobre o Bioma Cerrado. Atualmente existe um projeto de etnobotânica onde são apresentadas algumas plantas utilizadas pelo homem através do tempo de acordo com a sua história. Esta trilha pode ser classificada como coleção temática, com contexto histórico-cultural. 

Plantas ameaçadas

Como espécie destaque citamos a palmeira Euterpe edulis Mart, que foi identificada como ameaçada pelo MMA em 2008. Esta espécie é conservada de forma “in situ” dentro do JBB, nas matas de galeria do córrego Cabeça-de-Veado e que pode ser encontrada na Trilha Ecológica. Esta população poderá ser considerada como uma coleção para finalidade de conservação e pesquisa.

Trilha Mater

Inicia-se na entrada do JBB até a saída pela portaria principal. Foi a primeira trilha aberta no JBB, na década de 1980, com a função original de apresentar o Cerrado ao visitante, assim que adentrasse o JBB. Atravessa um gradiente de vegetação com Mata Seca, Cerrado denso e Cerrado sentido restrito. Nesse trajeto pode-se reconhecer várias espécies de Cerrado de grande interesse econômico e paisagístico constituindo então uma trilha temática e histórica.

Várias espécies estão identificadas por placas obtidas por meio do Projeto de Sinalização e Orientação.

Horto Medicinal do Cerrado

Localiza-se em uma área de Cerrado nativo, contígua ao Centro de Visitantes. A coleção foi idealizada por  botânicos do Jardim Botânico de Brasília, em 1997,  em conjunto com a equipe de Educação Ambiental; nesta área foram  identificadas espécies nativas  com potencial medicinal, tornando-se instrumento de apoio ao programa de Educação Ambiental do JBB, principalmente no que se refere ao valor etnobotânico das espécies ali catalogadas e seu potencial econômico.