Alameda das Nações e dos Estados

 

A Alameda das Nações e dos Estados foi implantada por ocasião da criação do Jardim Botânico de Brasília, em 1985. O intuito do espaço é reunir espécies endêmicas de várias partes do mundo. Concebida com a ideia de representar os cinco continentes por meio de sua biodiversidade e valores culturais, a Alameda das Nações e dos Estados conta com a parceria de embaixadas: Israel, Polônia, América Central e Espanha.

 

Jardim de Israel

O local utiliza sete espécies de plantas e vários elementos artísticos e arquitetônicos para contar a história de Israel. O projeto paisagístico foi construído pela Embaixada de Israel como parte das comemorações dos 70 anos do país do Oriente Médio, em abril de 2018. Israel foi primeiro país a criar um espaço específico no Jardim Botânico de Brasília.

A Praça de Israel – Jardim Bíblico é representada por sete sementes de plantas presentes na Bíblia — Tamareiras (Phoenix dactylifera Hort.), Oliveiras (Olea europaea L.), figueiras (Ficus carica L.), Romãzeiras (Punica granatum Linn.), videiras (Vitis sp.), Trigo (Triticum sp.) e cevada ((Hordeum vulgare).

Todas as plantas do jardim são irrigadas pelo sistema de gotejamento, uma avançada tecnologia israelense utilizada em lugares que sofrem com a escassez de água. Artistas de Israel também contam a história do país por meio de sete mosaicos, instalados em cubos ornamentados por folhas.

 

Jardim da Polônia

A Polônia foi o segundo país a ocupar espaço na Alameda das Nações e dos Estados. A proposta do espaço inaugurado em março de 2019 é proporcionar aos visitantes uma identificação com o país, além de trazer um pouco das características polonesas para o Cerrado. O jardim, onde se encontra a águia, o brasão e o símbolo da Polônia, homenageia o Centenário da Recuperação da Independência do país.

 

Jardim da América Central

Representado pela Costa Rica, Honduras, Nicarágua, Guatemala e El Salvador, o novo jardim conta com espécies tropicais endêmicas dos cinco países como orquídeas, aráceas e ipês. Com, aproximadamente, 150 m² o Jardim da América Central utiliza um sistema de irrigação automatizada por meio de gotejamento e aspersão para irrigação das plantas. A criação do novo jardim é uma homenagem aos 200 anos da independência dos cinco países. 

 

Jardim da Espanha

Inspirado nos jardins mediterrâneos espanhóis, projetado pelas arquitetas Maria Teresa e Milena Maia e pelo Superintendente de Conservação e paisagista Elton Baia, o Jardim da Espanha conta com espécies simbólicas como Buxinho (Buxus sempervirens), Lavanda (Lavandula angustifolia), Bougainville (Bougainvillea sp.), Jasmim-dos-poetas (Jasminum polyanthum) e Oliveira (Olea europaea), além de um chafariz, vasos de cerâmica, escultura de Alejandro Altamirano, em homenagem ao personagem Dom Quixote de La Mancha, além do mosaico da artista plástica Cida Carvalho que representa as paisagens predominantes da Espanha e faz referência à história de Dom Quixote expressa pelos moinhos.